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Como era o último Ajax a disputar os mata-matas da Champions, em 2005/06

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Ao final da quinta rodada da fase de grupos da UEFA Champions League 2018/19, doze clubes já estariam se garantindo para a próxima fase da competição. E entre esses doze clubes, um em especial não jogava as oitavas de final da competição a exatos doze anos, estamos falando do AFC Ajax.

Agora, é uma boa oportunidade para lembrarmos a última vez que o AFC Ajax esteve entre os 16 melhores clubes da Europa. O clube de Amsterdã já levantou a taça da UEFA Champions League por quatro vezes. Desde que o formato da UEFA Champions League foi alterado, o AFC Ajax participou da fase de grupos por 14 vezes e nesse período conquistou uma taça que foi na temporada 1994/95.

No período de 1995 até 2005, o AFC Ajax foi caindo a cada temporada de rendimento e consequentemente os resultados também. Nesse período, o clube participou de sete edições da UEFA Champions League e avançou para as oitavas em quatro oportunidades.

A temporada 2005/06 foi a qual o clube conquistou uma vaga nas oitavas da competição. Naquela temporada, nem tudo foram flores para o clube de Amsterdã, afinal de contas, o clube terminou a Eredivisie 2004/05 como segundo colocado, então precisou passar pelos Play-Offs da competição. A equipe teve que enfrentar apenas um adversário antes de se confirmar na fase de grupos. O clube jogou contra o Brondby da Dinamarca.

O primeiro jogou terminou empatado em 2×2 na Dinamarca, já o segundo jogo que aconteceu na Johan Cruijff ArenA, terminou com vitória do AFC Ajax por 3×1. A vaga na fase de grupos estava confirmada.

Naquela temporada, o AFC Ajax ficaria no Grupo B ao lado do Arsenal, FC Thun e Sparta de Braga.

Naquela temporada, o AFC Ajax precisaria se reinventar mais uma vez para chegar minimamente competitivo na UEFA Champions League. A principal contratação do clube para o começo da temporada, foi o investimento no atacante sueco do FC Malmö, Markus Rosenberg.

O time titular contava com grandes jogadores que vinham da base. No gol, Maarten Stekelenburg era titular absoluto. No miolo da defesa, Thomas Vermaelen e Zdeněk Grygera eram os mais rodados. No elenco, o clube ainda contava com Thomas Vermaelen e John Heitinga, dois jovens jogadores que despontavam como dois grandes nomes.

No meio de campo, estavam os nomes mais fortes do clube. Olaf Lindenbergh e Tomáš Galásek davam a segurança ao setor, que contava com Nigel de Jong, Urby Emanuelson, Hedwiges Madurom Nourdin Boukhari e Mauro Rosales. A camisa 18 do clube estava com Wesley Sneijder.

O setor ofensivo contava com nomes como Ryan Babel e Klaas-Jan Huntelaar. Vale lembrar que Steven Pienaar era um dos grandes nomes daquele time. Esse time de vários excelentes jogadores foi comandado naquela temporada, por Danny Blind que já estava trabalhando como treinador das divisões de base do clube em temporadas anteriores.

O primeiro jogo do AFC Ajax aconteceu na República Tcheca contra o Sparta Praga. Os gols naquela partida só saíram no segundo tempo. Os donos da casa abriram o placar com Miroslav Matušovic aos 66 minutos. No minuto final da partida, Wesley Sneijder deixou tudo igual, salvando mais uma vez o AFC Ajax naquela temporada.

Na segunda rodada, o jogo contra o time com o elenco mais forte do grupo, o Arsenal. A partida terminou com vitória dos ingleses por 2×1. Os gols dos ingleses foram marcados por Fredrik Ljungberg e Robert Pirès. Pelo lado do AFC Ajax, Markus Rosenberg descontou. A reação do AFC Ajax começou apenas na terceira rodada quando o clube recebeu o FC Thun da Suíça dentro de Amsterdã. Na noite do dia 18 de outubro de 2005, o AFC Ajax venceu o FC Thun por 2×0 com dois gols de Anastasiou. O jogo na Suíça foi ainda mais emocionante. Os Godenzonen saíram na frente com Wesley Sneijder, o FC Thun empatou apenas no segundo tempo com Mauro Lustrinelli. Mas o AFC Ajax pressionava e queria mais. Yannis Anastasiou apareceu para deixar o AFC Ajax em vantagem, mas o FC Thun empataria a partida mais uma vez, dessa vez com o brasileiro, Adriano Pimenta. Nos minutos finais da partida, Nigel de Jong e Nourdin Boukhari garantiram a vitória do clube de Amsterdã por 4×2.

Na penúltima rodada, a Johan Cruijff ArenA recebeu 46 mil torcedores para empurrar o AFC Ajax para cima do Sparta Praga. Todos os torcedores sabiam das reais chances de classificação do clube e tentaram empurrar para mais uma vitória e foi exatamente isso que aconteceu. O AFC Ajax venceu o Sparta Praga por 2×1 com dois gols de Nigel de Jong. No último jogo, em Londres contra o Arsenal, a partida terminou empatada em 0x0 e o AFC Ajax assegurando sua vaga na próxima fase da UEFA Champions League.

No sorteio para as oitavas de final, o AFC Ajax viu que iria enfrentar o a Internazionale. Uma equipe que contava com um elenco com jogadores como Javier Zanetti, Esteban Cambiasso, Dejan Stankovic, Juan Sebastián Verón, Luis Figo, Adriano, Walter Samuel e Francesco Toldo. A situação ficou ainda pior quando Danny Blind se viu sem uma das suas principais peças, Wesley Sneijder. O jogador tinha se lesionado no começo de fevereiro de 2006 e não teria condições de ajudar o AFC Ajax nas duas partidas contra os italianos.

O primeiro jogo aconteceu na Amsterdam Arena. E o Ajax ficou muito próximo de uma façanha. Pressionando, abriu o placar aos 16 minutos. Rosales deu um cruzamento cheio de estilo para Huntelaar concluir de cabeça. E quatro minutos depois, o próprio Rosales ampliou. Aproveitou um cruzamento rasante de Emanuelson para vencer Toldo, em chute que ainda desviou na marcação. O problema é que a vantagem dos holandeses ruiu no segundo tempo. Dejan Stankovic descontou em uma boa jogada aos quatro minutos, em que entortou a marcação e contou com o arremate prensado para anotar. Já o amargo empate saiu aos 41. Luis Figo deu uma enfiada na medida para Cambiasso, que se infiltrava na área. O argentino tocou de primeira e Julio Cruz não teve problemas para escorar. O  2 a 2 no marcador cobrava uma vitória dos Ajacieden na visita à Itália.

Pois dentro do San Siro, o Ajax não conseguiu o resultado que precisava. Antes do jogo, aconteceu uma homenagem bacana aos antigos ídolos nerazzurri. Em celebração ao bicampeonato continental na década de 1960, estiveram presentes lendas como Luis Suárez Miramontes, Sandro Mazzola e Jair da Costa. Johan Cruyff também recebeu o seu tributo. Quando a bola rolou, a Inter tomou conta do jogo, liderada por Figo. Obafemi Martins carimbou o travessão e Adriano desperdiçou um pênalti. Assim, o gol da vitória por 1 a 0 aconteceu no início do segundo tempo, graças a uma jogadaça de Stankovic. O sérvio fintou Maduro e acertou um lindo chute cruzado na gaveta de Stekelenburg. Fim da linha para os Ajacieden, que terminaram na modesta quarta colocação na edição da Eredivisie. Os interistas sucumbiriam na fase seguinte, ante o Villarreal.

Depois desta campanha, o Ajax sofreria um desmanche e uma crise significativa. Caiu duas vezes nas preliminares da Champions, para Copenhague (2006/07) e Slavia Praga (2007/08), até voltar à fase de grupos apenas em 2010/11. Foram cinco eliminações seguidas na etapa principal da Champions, com lampejos de glória limitados a uma vitória sobre o Milan e outra sobre o Barcelona. Já nas últimas três edições do torneio, os Godenzonen sucumbiram nas preliminares. Tudo para que na atual campanha, numa chave de camisas pesadas, os holandeses voltassem a experimentar o gosto de disputar os mata-matas. Importante pela fortuna que se lucra, mas também pelos sonhos revividos.

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