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Dez observações sobre a Holanda de Ronald Koeman

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Foi um excelente período de jogos para a Holanda, que derrotou a França e empatou com a Alemanha, empate esse que garantiu a vaga na semifinal da UEFA Nations League. Abaixo, confira algumas análises que fizemos sobre esse período de jogos da seleção.

01) A recuperação da Holanda foi rápido

Quem iria imaginar a um ano atrás, quando o sorteio da UEFA Nations League foi feito que a Holanda lideraria um grupo com Alemanha e França? Certamente, eu não.

Depois de entrar na elite da UEFA Nations League, por ter ficado à frente da Áustria no ranking da UEFA, a Holanda não disputou os dois últimos grandes torneio de seleções (Eurocopa de 2016 e Copa do Mundo de 2018) e todos apontavam que a Oranje enfrentava uma grande crise. No entanto, a recuperação da seleção foi rápida e já é vista como uma das seleções mais fortes da Europa.

Diante da França, a Holanda venceu no De Kuip, quebrando um tabu de cinco jogos sem vitória em cima dos franceses. E essa foi a melhor partida da seleção desde a Copa do Mundo de 2014. Os comandados de Ronald Koeman dominaram por completo os atuais campeões do mundo.

É um momento muito bom para ser um torcedor da Holanda.

02) Ronald Koeman merece 90% do crédito

Como seria a Holanda se após Louis van Gaal em 2014, Ronald Koeman assumisse a seleção, ao invés de Guus Hiddink? Essa será uma grande dúvida que nunca poderemos saber qual será a resposta, mas o que importa de fato é que na hora que ele assumiu a seleção, fez a equipe voltar a jogar e ser respeitada.

Assim que Ronald Koeman foi anunciado como novo treinador da Holanda, ele fez grandes mudanças na seleção dentro quanto fora de campo. A equipe passou a treinar em Zeist, Wesley Sneijder perdeu espaço na seleção e o treinador começou a utilizar o esquema com três zagueiros, mas atualmente, voltou ao 4-3-3 tradicional holandês.

Ronald Koeman trouxe de volta a esperança e a vontade que todos sempre tiveram de assistir a Holanda em campo. Memphis Depay vem se destacando no comando do ataque. No meio de campo, os dias da dupla Georginio Wijnaldum e Kevin Strootman chegaram ao seu final.

Ronald Koeman sempre deixou claro sua vontade de treinar a Holanda, desde quando Louis van Gaal deixou a seleção em 2014 para treinador o Manchester United. Mas, chegou sua hora e ele vem mostrando que é o treinador que a seleção precisava.

03) Memphis Depay é rei

A Holanda não vive mais um problema no seu sistema ofensivo, e isso se deve pelo fato dos excelentes desempenhos de Memphis Depay tanto na seleção quanto no Lyon.

Memphis Depay é uma estrela do Lyon da França, mas quando ele veste a camisa da Oranje, a paixão é evidente. Ele está elevando o ataque holandês para outro nível com seu ritmo, capacidade de drible e imprevisibilidade.

A forma na qual ele cobrou a penalidade contra a França, mostrou o tamanho da confiança que ele vem tendo em seu próprio futebol. Ele tem tudo para conduzir a Holanda em um nível ainda maior em 2019.

04) Frenkie de Jong é o grande nome para os próximos anos

Uma das principais razões para Ronald Koeman implementar o 3-5-2 na sua chegada, foi a falta de um volante que tivesse a capacidade de pensar o jogo e de proporcionar a proteção que toda defesa precisa para conseguir realizar um bom trabalho.

Com a chegada de Frenkie de Jong, a história mudou e Ronald Koeman viu a oportunidade que precisava para fazer com que a Holanda voltasse a atuar no 4-3-3.

A sensação do AFC Ajax é o termômetro da Holanda dentro de campo. Ele joga livre dentro de campo. Mesmo jogando leve e solto, sabe do tamanho da sua responsabilidade, afinal de contas, ele é o homem que conduz a variação tática ao longo dos 90 minutos de jogo da Holanda.

Se ele não conseguir encontrar um companheiro para tocar a bola, facilmente ele passará por marcadores à sua frente e fará o jogo da sua equipe caminhar para frente. Jogadores como Paul Pogba, N’Golo Kanté e Toni Kroos tentaram parar o jovem volante, mas nenhum deles conseguiu. Seu crescimento é tão rápido que vários treinadores resolveram colocar dois marcadores em cima de Frenkie de Jong, mas também não adiantou, até porque nomes como Georginio Wijnaldum e Memphis Depay ficavam livres e conseguiam resolver as partidas para a Oranje.

05) Denzel Dumfries parece ter ganho a posição de lateral-direito

Denzel Dumfries teve um desempenho dominante na vitória da Holanda sobre a França por 2×0. Ele foi fundamental na marcação, mas também apareceu nas jogadas ofensivas que a Oranje criou ao decorrer do jogo. O jogador de apenas 22 anos, não se mostrou nervoso ao enfrentar nomes como Kylian Mbappé e Antoine Griezmann, tanto que Denzel Dumfries não permitiu que nenhum atleta da França criasse algo.

Por alguma razão, Ronald Koeman decidiu colocar Denzel Dumfries no banco e colocar Kenny Tete como titular contra a Alemanha, mesmo depois da excelente partida que Denzel Dumfries tinha feito diante da França.

A inclusão de Kenny Tete no time titular contra a Alemanha foi criticada por todos na Holanda. O atual defensor do Lyon não vem recebendo muitas chances na França, mas segundo Ronald Koeman, a opção por Kenny Tete seria porque ele tem uma grande capacidade de marcação. Assistindo ao jogo contra a Alemanha, Kenny Tete foi simplesmente horrível. Foi fundamental no segundo gol que a Holanda tomou e se mostrou bastante nervoso ao longo dos 90 minutos que esteve em campo. Ele não teve nenhum recurso para impedir os ataques da Alemanha pelo seu lado.

Olhando para frente, dificilmente Denzel Dumfries perderá a titularidade na Holanda para Kenny Tete.

06) A Holanda tem uma dupla de zagueiros formidável

Experiencia com juventude, essa é a formula que vem dando certo no miolo da zaga holandesa. Durante vários anos, todos os treinadores que passavam pela Holanda sofriam com os zagueiros de baixa qualidade, mas parece que isso é o menor dos problemas para Ronald Koeman, afinal de contas, ele possui dois dos melhores zagueiros do mundo. De um lado, Virgil van Dijk absolutamente consolidado no Liverpool e considerado o maior e melhor zagueiro da atualidade. Do outro lado, Matthijs de Ligt, uma das maiores promessas do futebol holandês para os próximos anos. Ele promete ao lado de Frenkie de Jong movimentar a janela de transferências do começo da temporada 2019/20.

Desde que Virgil van Dijk assumiu a braçadeira de capitão da Holanda, além de se destacar passando o maior nível de segurança possível para seus companheiros, o capitão da Holanda também foi responsável por marcar dois gols importantíssimos na UEFA Nations League, o último deles foi contra a Alemanha que garantiu a vaga na semifinal do torneio para a Holanda.

Virgil van Dijk é um jogador de classe mundial e o zagueiro mais caro da história.

Pelo lado de Matthijs de Ligt, as coisas não começaram tão boas quanto se imagina. Ele teve um início com a camisa da Holanda bastante complicado. Em sua estreia contra a Bulgária, ele acabou errando demais, porém, de lá para cá, Matthijs de Ligt amadureceu e cresceu demais.

Contra Olivier Giroud e Kylian Mbappé, Matthijs de Ligt e Virgil van Dijk não deixaram os dois principais nomes ofensivos da França ficarem sossegados.

Tudo indica que eles vão ter tudo para formar uma grande dupla de zagueiros ao longo dos próximos anos.

07) Marten de Roon, o transportador de água da Oranje

“Todo time deveria ter um jogador como eu” disse Marten de Roon após o empate da Holanda diante da Alemanha.

O volante do Atalanta da Itália não se destaca tanto quanto Georginio Wijnaldum e Frenkie de Jong, mas é peça crucial para fazer com que ambos consigam jogar de forma mais leve. Podemos dizer que Marten de Roon chegou para suprir a saída de Nigel de Jong. Ele atua como primeiro volante, o homem de contenção dos ataques adversários.

Ele joga de forma bastante simples, procurando não inventar muito. Marten de Roon foca em roubar a bola e passar para o companheiro mais próximo, visando a boa continuidade da jogada. Vale lembrar que sua visão de jogo e habilidade de passes é muito boa, tanto que ele deu a assistência para o gol de Quincy Promes contra a Alemanha.

O volante de 27 anos defendeu a camisa da Holanda em apenas oito jogos, mas se ele continuar atuando da forma que vem jogando, dificilmente perderá a vaga de titular na equipe, podendo alcançar marcas que nem ele mesmo imagina.

08) Ronald Koeman tem opções no banco de reservas

Os onze jogadores titulares que começaram a partida diante da França, podem ser considerados a equipe mais forte que Ronald Koeman tem em mãos, mas ele também sabe que caso precise optar pelo banco de reservas, terá nomes que facilmente vão entrar e mudar a cara da partida.

Um dos nomes é Tonny Vilhena que ficou comprovado no jogo contra a Alemanha. O meia do Feyenoord é um verdadeiro lutador, sua energia contagiou os demais na partida contra a Alemanha e fez todos irem par cima dos Die Mannschaft. Outro nome é do centroavante do PSV Eindhoven, Luuk de Jong.

Desde o sistema defensivo até o ofensivo, Ronald Koeman conta com boas peças em seu banco. Stefan de Vrij, Nathan Aké, Donny van de Beek e Pablo Rosario. Em 2019, tudo indica que Ronald Koeman voltará a contar com Arnaut Danjuma Groeneveld e Davy Pröpper.

09) O futuro é brilhante

Enquanto a Holanda estava em ação, as equipes de base também estavam entrando em campo. Na Holanda U19, por exemplo, vários nomes fatalmente vão chegar a seleção principal, como Ryan Gravenberch, Daishawn Redan e Cheick Toure. Eles ajudaram a Holanda U19 a vencer um torneio amistoso contra a Alemanha, Portugal e Armênia.

Na Holanda U20, houveram dois jogos, um contra a Suíça e outro contra a Itália, aonde a equipe venceu os dois jogos. Cody Gakpo do PSV Eindhoven marcou quatro gols nesses dois jogos. Outro jogador que se destacou, foi Dylan Vente do Feyenoord.

Depois de várias temporadas buscando nomes que tivessem condições de reerguer a seleção, parece que os bons jogadores voltaram a aparecer.

10) A vaga na Eurocopa de 2020

As últimas temporadas foram dolorosas demais para os torcedores holandeses, mas o entusiasmo em torno da seleção voltou e a esperança de ter a chance de assistir a Holanda novamente em ação em uma Eurocopa está crescendo a cada partida.

O sorteio das Eliminatórias para a Euro vai acontecer em dezembro, e a Holanda não deve temer nenhuma equipe, afinal de contas, Ronald Koeman trouxe de volta a confiança a seleção.

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