Conheça a possível "Liga Atlântica"

Essa poderá ser uma forma dos clubes de segundo escalão tentar resurgir no cenário europeu

Uma nova liga poderá está por vir

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Hoje tivemos um assunto que tomou conta dos jornais esportivos holandeses, foi a possível criação de uma liga com os principais clubes da Escócia, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Noruega e Suécia, que teria o nome de ‘Atlantic League’ ou Liga Atlântica.

O principal idealizador desse projeto se chama Anders Hørsholt, atual diretor esportivo do Copenhague (DIN). E as informações que circulam é que já está acontecendo reuniões entre as diretorias dos principais clubes desses países, como é o caso de Ajax, PSV, Feyenoord, Anderlecht, Club Brugge, Celtic, Rangers, Malmö, Rosenborg e Copenhague.

Toda essa mobilização vem acontecendo diante da possível perda de espaço que poderá acontecer em breve em relação a Liga dos Campeões, isso porque ao decorrer de cada apenas os clubes das seis principais ligas europeias vêm tendo espaço na maior competição de clubes do mundo. O surgimento dessa competição faria com que os times desses países participantes tivessem um novo mercado para explorar e além disso, um poder de negociação junto a UEFA.

Segundo Anders Hørsholt, é fundamental que os clubes iniciem articulações imediatamente para que os maiores clubes não fiquem ainda maiores e os clubes com menos força atualmente, fiquem ainda mais escondidos no cenário europeu.

“É verdade que estamos negociando. Se nós não agirmos agora, iremos ver os maiores clubes crescerem mais, enquanto passaremos dificuldades. Precisamos buscar uma alternativa para as oportunidades internacionais. Ainda é uma conversa inicial sobre modelos específicos, mas estamos participando ativamente da discussão sobre uma liga além das fronteiras na Europa”

Essa ideia não é nova, isso porque em 1999, o então diretor esportivo do PSV Eindhoven, Frank Arnesen, tomou a iniciativa de criar a Liga Atlântica, que iria incluir clubes de países como Escócia, Holanda, Bélgica e também Portugal.

Se naquela época, a competição não conseguiu ter tanta força e mesmo quando começou, não atingiu o respeito que era desejado, dessa vez Anders Hørsholt garante que será diferente.

“A última mudança na Champions é um claro distanciamento da ideia de ‘família do futebol’, que esteve presente na fundação da Uefa, e da cooperação no futebol europeu. Isso contraria o pensamento de que as coisas podem ser decididas em campo, de que há uma competição justa e acesso para todos. Agora a Uefa dá um passo em uma direção comercial mais clara, atendendo os interesses dos maiores clubes. Assim, temos que buscar nosso futuro como um clube internacional. A curto prazo, não temos alternativa. Somos um time que poderia assegurar à Dinamarca um lugar nas competições internacionais. Iremos lutar por espaço no futuro da Champions, mas também precisamos ir além disso, enquanto um novo mapa do futebol europeu se desenha”

Quando somamos as seis nações que tem interesse na criação dessa liga, chegamos a um número de 54 milhões de habitantes, um PIB de US$ 2,7 trilhões. Com todos esses números envolvidos, o sucesso dessa competição pode ser mais fácil do que se pensa, e caso a competição saia do papel e se torne realidade, os clubes envolvidos juntos, poderiam ter uma força junto a UEFA que sozinho dificilmente eles conseguiriam ter. O problema é que essa competição poderia mexer nos calendários das competições nacionais dos países participantes.

O dirigente do Copenhague aponta que uma das consequências do torneio supranacional seria exatamente a debandada dentro dos campeonatos locais:

“Estendemos a maneira como os maiores clubes agem. Mas isso também significa que precisamos olhar para o mercado e procurar alianças com times em situações parecidas. Nós não criamos esse cenário, mas precisamos lidar com ele. Temos que continuar desenvolvendo como clube e ser atrativos aos patrocinadores, aos melhores jogadores, aos torcedores. Além disso, é essencial estarmos em nível europeu. Nosso modelo não funciona sem a perspectiva internacional. O futebol dinamarquês precisa de um lugar na mesa onde o futuro do futebol é discutido, se quisermos ser competitivos. Então, sim, uma das consequências talvez seja abandonar os campeonatos nacionais para disputar a nova liga”

Exposto tudo isso, chegou a hora dos clubes saírem de suas zonas de conforto e agir, porque se esperarem para depois, poderá ser tarde.

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