Eredivisie 2.0

Será que teremos mudanças na Eredivisie em breve?

Promessa de um futuro melhor na Eredivisie?

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Não é segredo para ninguém o quanto a UEFA dá como premiação para os clubes que apenas disputam a fase de grupos da UEFA Champions League, mesmo que percam todos os jogos, os clubes vão ganhar milhões, por apenas participar, e isso é crucial para alavancar times de pequenas e médias ligas, como é o caso da Holanda.

A diferença economia entre o trio de ferro e os demais clubes da Eredivisie, por exemplo, é enorme e fica ainda maior quando algum desses três clubes conseguem chegar a fase de grupos da UEFA Champions League.

Entendendo essa grande diferença que faz a liga enfraquecer a cada temporada, Ajax, PSV e Feyenoord resolveram se reunir e fechar um acordo que consiste em doar até 10% de todo o dinheiro que for arrecadado com as participações desses clubes em competições europeias, principalmente na UEFA Champions League. Essa doação seria para os demais clubes que compõe a Eredivisie.

Segundo informações que vem da Holanda, o trio de ferro holandês distribuiria esses 10% entre os demais clubes da Eredivisie, mas algumas exigências foram feitas que os clubes liberassem essa verba. Uma delas é proibir que todo e qualquer clube que dispute a Eredivisie, utilize gramado sintético. Mas para essa mudança, os clubes iriam receber a ajuda desse fundo que o trio de ferro disponibilizaria para os demais.

Os clubes com orçamentos menores, precisam economizar de um lado para conseguir investir em outro, e isso acaba sobrando para os gramados. Diante das condições climáticas na Holanda, os clubes com menores orçamentos optam por colocar esse tipo de gramado, visando reduzir o custo com manutenção dos estádios que acabam sendo elevados, caso o gramado natural tenha que ser realmente implementado.

Contudo, há um debate que se desenrola há meses sobre a questão. Uma das reclamações frequentes é sobre as implicações que isso traz no nivelamento de disputa e na qualidade do jogo. Todavia, há pontos ainda mais sérios, como a propensão às lesões ou mesmo a presença de substâncias cancerígenas no material sintético. Inclusive, a queda de braço quanto aos gramados artificiais também emperrou as discussões sobre a própria distribuição do dinheiro dos direitos de TV na Eredivisie. Em partes, é uma oferta de conciliação do trio de ferro, que seria posta em prática já a partir de 2019/20.

Mas as exigências do trio de ferro não param por aí. Representantes dos três clubes apresentaram uma proposta para mudar o formato da Eredivisie a partir da temporada 2020/21. Ao invés da competição ter 18 clubes, passaria a ter 16 times e o formato de disputa mudaria. Existiram a chamada temporada regular que seria disputada em pontos corridos entre os 16 clubes e ao final, um mata-mata iria ser disputado para descobrir quem seria o campeão da competição.

A votação para saber se essa ideia irá para frente, acontecerá ao longo do mês de novembro, não se sabe ainda a data, mas que não passaria do mês que vem.

Será que teremos uma “Eredivisie 2.0” pela frente?

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