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Duelo entre AFC Ajax e Bayern honrou totalmente a tradição dos clubes e a grandeza do confronto

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Nessa quarta, o AFC Ajax e o Bayern München se encontraram pela última rodada da fase de grupos da UEFA Champions League 2018/19 na Johan Cruijff ArenA.

De um lado um AFC Ajax em uma temporada sensacional. O clube conseguiu montar uma equipe muito técnica como é de se esperar de clubes da grande dos Ajacieden. Do outro lado, um Bayern München em processo de renovação de elenco, mas com muitos jogadores de alta qualidade técnica. Com apenas isso, poderíamos prever um cenário de um jogo altamente atraente. O AFC Ajax não demostra querer parar de atacar e um Bayern München que tem muita qualidade para contra-atacar os holandeses, sabiam como equilibrar o jogo.

Mesmo com as duas equipes classificadas para a próxima fase da UEFA Champions League 2018/19, o jogo era de fundamental importância para ambos, afinal de contas, valia a liderança, e quem terminasse em primeiro, teria uma vida menos complicada pela frente nas oitavas de final.
Assim, fizeram um duelo sensacional de seis gols, duas viradas no placar, duas expulsões, 30 finalizações e chances até os últimos segundos. O empate por 3 a 3 saiu justo, pela erupção de emoções, mas beneficiou os bávaros com a primeira colocação da chave.

Para esse jogo, Erik ten Hag tinha alguns problemas até antes de começar a partida. André Onana e Donny van de Beek tinham saído lesionados do duelo contra o PEC Zwolle no último final de semana e seriam dúvidas para o jogo contra o Bayern München. Um dia antes de começar a partida, eles foram confirmados pelo treinador. No jogo contra o PEC Zwolle, Erik ten Hag não teve a sua disposição Hakim Ziyech, que entrou diante do Bayern München. Nesse jogo contra a equipe da Alemanha, Erik ten Hag resolveu mudar algumas peças. O comandante do clube de Amsterdã tirou um centroavante fixo que poderia ser Kasper Dolberg ou Klaas-Jan Huntelaar, colocando Dušan Tadić como falso nove. Na defesa, ele resolveu mexer também. Maximilian Wöber entrou como titular, formando a dupla de zagueiros com Matthijs de Ligt. Daley Blind acabou sendo deslocado para o meio de campo, para atuar ao lado de Donny van de Beek e Frenkie de Jong. As laterais continuaram com Noussair Mazraoui e Nicolás Tagliafico.
Pelo lado do Bayern München, Niko Kovač resolveu manter o mesmo time que enfrentou o 1. FC Nürnberg no último final de semana com Manuel Neuer, Niklas Süle, Rafinha, Jérôme Boateng, David Alaba, Joshua Kimmich, Franck Ribéry, Leon Goretzka, Robert Lewandowski, Serge Gnabry e Thomas Müller.

O Ajax iniciou o jogo em uma espécie de 4-2-3-1, sistema escolhido para facilitar a estruturação de seu jogo de posição, tão tradicional da equipe. Esse posicional se baseava em uma construção de losango, criando superioridade ao 4-4-2 em bloco alto dos adversários. Havia linhas diagonais e verticais de passes, dificultando que a dupla de atacantes dos alemães conseguisse pressionar e evitar uma construção curta e dinâmica. Com as subidas dos laterais, era criada uma amplitude mais acima no campo, centralizando David Neres e Hakim Ziyech, formando assim um bloco de quatro jogadores entrelinhas, junto do deslocamento de Dušan Tadić, o sérvio era um falso 9. Primeiramente, para existir essas entrelinhas, o Ajax fazia movimentação de atração, ou seja, passes para trás, sem pressa, de forma inteligente, já que a equipe não tinha uma profundidade fixa, tal momento tornou-se fundamental. O Jogo de Posições do Ajax era pautado nesses princípios, construção em losango, movimentação de atração, amplitude dos laterais, ocupação das entrelinhas com 4 jogadores, todos que ocupavam as entrelinhas faziam movimentos de rupturas, principalmente o brasileiro Neres. Por ser o craque da equipe, Ziyech era móvel, no início, caindo até pela esquerda para criar volume de jogo e fugir da defesa alemã, era comum ver Mazouri atacando aquele espaço, ou até mesmo trocas com Neres. O marroquino era fundamental no uso da amplitude para tentar romper a defesa, tanto recebendo em 1×1, ou invertendo para as infiltrações de Tagliafico.

Dessa forma, o AFC Ajax demostrou que não iria ficar atrás, esperando um Bayern München dentro da Johan Cruijff ArenA. A equipe de Erik ten Hag tinha mais a posse de bola e buscava passar a maior parte do tempo, trocando passes dentro do campo ofensivo. Os donos da casa foram criando chances, tanto que Dušan Tadić teve uma boa finalização de cabeça que acabou indo para fora. Os homens de Niko Kovač acabaram ficando muito atrás, apenas se defendendo e tentando buscar os contra-ataques que o AFC Ajax acabava proporcionando. Um dos principais nomes do clube alemão ao longo dos 90 minutos, foi do jovem Serge Gnabry. Aos 13 minutos, Serge Gnabry foi o responsável por deixar Robert Lewandowski de cara com André Onana. O centroavante polonês não desperdiçaria a excelente chance que teve e marcou o primeiro gol da partida. Vale salientar que Matthijs de Ligt não interpretou bem a jogada e acabou proporcionando uma posição legal para Robert Lewandowski. Quando Serge Gnabry deu o passe, ele teria que ter lido bem a jogada e saído, assim como todos os outros jogadores do AFC Ajax fizeram.

Como falamos mais acima, o AFC Ajax era uma equipe propositiva, e como toda equipe que atua dessa forma, eles subiam os blocos nas pressões em campo, alto, mas haviam certos momentos que o clube de Amsterdã demostrava uma falta de ensaio. Subiam cinco jogadores, Ziyech, Neres, Beek, Tadic, de Jong, e eles encaixavam na construção do Bayern, porém, os outros 5, Blind, de Ligt, Wöber, Tagliafico e Mazouri ficam preocupados com a profundidade, até mesmo era comum ver Blind entre a linha de zaga, isso gerava espaço entre esses dois blocos, lugar onde o Bayern deslocava Lewandowski e aproveitava para fazer o jogo direto. O Bayern foi inteligente ao criar armadilhas de pressão na construção dos holandeses, principalmente no momento do retorno, ou do passe mais longo.
Essas armadilhas eram basicamente deixar uma única linha de passe livre, obviamente, uma que privilegiasse o velocista que roubaria e já iria em direção ao gol, tal homem era Gnabry. Sempre bem posicionado e inteligente, essas situações criaram duas chances reis de gols no primeiro tempo.

No primeiro tempo, as transições defensivas do Ajax foram bem mal executadas, o balanço defensivo, maior parte do tempo com 3 homens, era desprotegido e se encontrou em situações de desvantagem nos contra-ataques, a pressão pós-perda não funcionava e o time mais perdia tempo para a reestruturação que tentava roubada de bola.

Mesmo após tomar o gol, o AFC Ajax continuava mandando na partida, mas a intensidade da equipe de Amsterdã foi caindo, assim como o jogo também até o final dos primeiros 45 minutos. Vale lembrar que o Bayern München teve uma bela chance com Robert Lewandowski, após Thomas Müller deixar o atacante polonês na cara de André Onana, mas o goleiro camaronês praticou um verdadeiro milagre e não permitiu que os Bávaros fossem para o intervalo com dois gols de vantagem.

O intervalo fez muito bem as duas equipes, principalmente ao AFC Ajax que começou a parte final da partida com muito mais vontade, tanto que aos 16 minutos, os Ajacienden conseguem furar o bloqueio alemão. Esse gol, provavelmente deixou Johan Cruijff bastante orgulhoso, isso porque o clube de Amsterdã utilizou da paciência, domínio do espaço, homem livre, entre outros fatores que De Jong ativasse o dinamismo através de um passe para Ziyech, o marroquino percebeu a ruptura de Beek, esse passou a se posicionar na profundidade ao lado de Tadic, o jovem holandês cruza e, o homem livre, Tadic complementa, 1×1.

Niko Kovač que estava extremamente pressionado antes desse jogo, quando viu sua equipe tomando o primeiro gol, resolveu mudar imediatamente. Aos 62, ele acionou o meia espanhol, Thiago para entrar na vaga de Serge Gnabry. Por muito pouco o Bayern München não assumiu a liderança do placar novamente, e mais uma vez, André Onana precisou fazer um milagre quando Robert Lewandowski recebeu dentro da grande área e de cabeça finalizou no contrapé do goleiro camaronês que conseguiu se esticar completamente e mandar para fora a finalização dos visitantes.

Quando tudo indicava que o AFC Ajax iria engolir o Bayern München, o jogo mudou de forma drástica. Aos 67 minutos, Maximilian Wöber comete uma falta altamente violenta em cima de Leon Goretzka. Clément Turpin da França, não pensou duas vezes antes de mostrar o cartão vermelho para o defensor holandês. A partir da expulsão de Wöber, Ajax começou a se defender em 4-4-1. A sorte dos Godenzonen é que dez minutos depois, Thomas Müller foi expulso também, após dá praticamente uma voadora na cabeça de Nicolás Tagliafico.

O jogo voltou a ter a mesma quantidade de jogadores para os dois lados. Dez jogadores para cada time. Com isso, Erik ten Hag resolveu mudar o time pela primeira vez. Três minutos depois da expulsão de Thomas Müller, Erik ten Hag chamou Kasper Dolberg para entrar na vaga de Donny van de Beek. Essa foi a alteração feita pelo treinador holandês que causou um forte impacto positivo para o clube de Amsterdã, isso porque é com essa mudança que o AFC Ajax chegaria ao segundo gol.

O segundo gol do Ajax sai em um jogo direto para Kasper Dolberg, o dinamarquês distribui e já corre para a profundidade, com a opção de romper. A movimentação do jovem atacante é fundamental, ele consegue o pênalti, após romper e ir pra dentro da área, pênalti esse convertido por Dušan Tadić.

Mesmo faltando pouco menos de dez minutos para o final da partida, o Bayern München não estava morto no jogo. A equipe alemã seguia indo para cima e ainda mais, afinal de contas, a derrota passaria o AFC Ajax na primeira colocação e deixaria o Bayern München em uma situação bem complicada na segunda colocação. Da mesma forma que o AFC Ajax virou a partida através de uma penalidade, os Bávaros iriam empatar o jogo com uma penalidade. Aos 87 minutos, Nicolás Tagliafico derrubou Thiago dentro da grande área e a penalidade estava marcada. Robert Lewandowski contra André Onana. O centroavante polonês venceu a disputar a empatou a partida.

Mesmo faltando pouco menos de dez minutos para o final da partida, o Bayern München não estava morto no jogo. A equipe alemã seguia indo para cima e ainda mais, afinal de contas, a derrota passaria o AFC Ajax na primeira colocação e deixaria o Bayern München em uma situação bem complicada na segunda colocação. Da mesma forma que o AFC Ajax virou a partida através de uma penalidade, os Bávaros iriam empatar o jogo com uma penalidade. Aos 87 minutos, Nicolás Tagliafico derrubou Thiago dentro da grande área e a penalidade estava marcada. Robert Lewandowski contra André Onana. O centroavante polonês venceu a disputar a empatou a partida.

Mesmo faltando pouco menos de dez minutos para o final da partida, o Bayern München não estava morto no jogo. A equipe alemã seguia indo para cima e ainda mais, afinal de contas, a derrota passaria o AFC Ajax na primeira colocação e deixaria o Bayern München em uma situação bem complicada na segunda colocação. Da mesma forma que o AFC Ajax virou a partida através de uma penalidade, os Bávaros iriam empatar o jogo com uma penalidade. Aos 87 minutos, Nicolás Tagliafico derrubou Thiago dentro da grande área e a penalidade estava marcada. Robert Lewandowski contra André Onana. O centroavante polonês venceu a disputar a empatou a partida.

Outro ponto importante de ressaltarmos é que mesmo o AFC Ajax se defendendo nos 4-4-1, a equipe permitia com muita facilidade que o Bayern München adentrasse na sua grande área, foi dessa forma que os Bávaros cavaram um pênalti.

Aos 90 minutos, o Bayern München chegou ao gol da virada. Em uma armadilha muito bem montada pelo clube alemão durante quase todo o jogo, os homens de Niko Kovač interceptaram um passe de Frenkie de Jong e Thiago deixou Kingsley Coman na cara de André Onana. Dessa vez não deu para o goleiro camaronês praticar mais um milagre o AFC Ajax se via perdendo por 3×2.

Outra observação importante a ser feita nesse terceiro gol tomado pelo AFC Ajax, é que como falamos, o Bayern München vinha tentando encaixar uma armadilha para cima de Frenkie de Jong que em certos momentos estava acontecendo, mas Erik ten Hag não fez para tentar impedir esse tipo de jogada. Quando Frenkie de Jong recebia a bola de costas para o ataque do AFC Ajax, dois marcadores vinham fechando os espaços do jovem volante holandês que ficava sem condições alguma de se virar e tentar seguir na jogada. Era necessária uma intervenção de Erik ten Hag naquele momento, colocando mais um meia para jogar próximo a Frenkie de Jong.


O jogo se encaminhava para seu final, mas o AFC Ajax não estava pensando em desistir tão fácil assim. Mesmo a equipe sentindo os dois gols que levaria nos minutos finais da partida, os homens de Erik ten Hag arrumaram forças para chegar ao terceiro gol com Nicolás Tagliafico.

Os sete minutos de acréscimos, por conta das expulsões e dos atendimentos médicos, deixavam o cenário aberto. E se os Godenzonen não mereciam a derrota, veio ao menos o empate, aos 49. A partir de um chute que desviou no meio do caminho, a bola sobrou livre para Klaas-Jan Huntelaar. O centroavante cruzou em direção à pequena área e, antes que Tagliafico chegasse, Niklas Süle mandou contra o próprio patrimônio. Apesar da correria no fim, porém, não daria para os holandeses irem além.

Os Bávaros tentavam fazer uma saída de três em losango, mas dificilmente conseguiam pela pressão e intensidade imposta pelos atacantes da equipe holandesa. A equipe em momento defensivo alternava entre as duas linhas de 4 na formação de 4-4-2 e entre uma linha de 5 na base do 5-3-2. Em sua marcação sempre buscava criar superioridade numérica no setor para obter vantagem nos duelos, até porque os jovens jogadores do Ajax demonstram muita habilidade no confronto um contra um.
Agora, o AFC Ajax focará nesse final de ano na Eredivisie 2018/19 e na Copa da Holanda. No próximo domingo, terá compromisso diante do De Graafschap na Johan Cruijff ArenA.

Esse foi o décimo encontro entre AFC Ajax e Bayern München, com três vitórias para cada lado e quatro empates. Esse é o terceiro jogo seguido entre as duas equipes que termina empatado. A última vez que algum dos dois clubes venceu, foi em 2004 quando o Bayern München venceu o AFC Ajax por 4×0 na Alemanha.

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