Single Blog Title

This is a single blog caption

Quais as lições deixadas nesses dois jogos da Holanda?

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Filament.io 0 Flares ×

O trabalho de Ronald Koeman começou agora de fato, e foram apenas dois jogos, não podemos tomar como base de análise o jogo a derrota para a Inglaterra em casa e nem a vitória convincente em cima dos portugueses na Suíça. Esses dois jogos deixou uma mensagem muito claro para o futuro da Holanda: Há esperança de que possamos ver a Holanda competir em alto nível novamente.

Para o treinador da seleção, Ronald Koeman, seus primeiros dois jogos com a Holanda serviram como base de observações e análises.

Mas quais foram as lições que a Holanda deixou para Koeman nesses dois amistosos?

01 – Defender é melhor do que atacar

O novo sistema implantado lá em 2014 com Louis van Gaal voltou à tona com Ronald Koeman, e esse esquema parece ser um norte que o novo treinador terá que utilizar para começar seu trabalho. A linha de cinco homens na defesa, proporcionou poucos espaços tanto para a Inglaterra quanto para Portugal. A dupla Ryan Babel e Memphis Depay causaram bastante preocupações entre a linha defensiva de Portugal.

O time holandês mostrou bastante vontade de fazer com que o esquema desse certo. A força do time fez com que Cristiano Ronaldo não conseguisse fazer absolutamente nada durante os 90 minutos.

Contra Inglaterra, Koeman optou por dá uma atenção maior para a sua defesa, até porque ele sabia desde o primeiro dia que a defesa holandesa foi responsável pela não classificação da equipe para a Copa do Mundo na Rússia. Os jogadores entenderam o recado de Koeman e cumpriram de forma excepcional a tarefa de se organizar defensivamente.

02 – O fim dos pontas

Diante da Inglaterra, Koeman ficou bastante impressionado com o volume de jogo que Marcus Rashford e Raheem Sterling deram ao time inglês. Koeman jogou com três atacantes diante dos ingleses, mas seus pontas não estavam dando o volume de jogo que ele queria.

Com Ryan Babel e Memphis Depay diante de Portugal, ele viu um ataque mais pronto e qualificado para enfrentar as defesas mais fortes. Ele optou por não ter nem um centroavante e nem os pontas que são peças habituais nos jogos da Holanda.

Pelo que Koeman deu a entender nesses dois jogos, jogar com três atacantes vai se tornando uma opção para determinadas situações de jogo, e isso vai se tornando o mais aceitável possível, até porque o time o material humano que Koeman tem em suas mãos, não lhe permite jogar dessa forma.

Depay e Babel se completaram na partida contra Portugal. Um ajudou o outro, tanto que os dois fizeram gols.

03 – Davy Pröpper fez o que Kevin Strootman deveria ter feito

“Ele foi sensacional hoje”, disse o capitão Virgil van Dijk sobre a atuação de Davy Pröpper. O meia deixou sua marca no time de Koeman e perdeu apenas uma bola em 45 minutos.

O meia que atual no futebol inglês mostrou toda a sua qualidade ao comandar o meio de campo da Holanda e parece que o treinador gostou bastante do que viu. Isso é um problema grande para Strootman que era preterido por Koeman no primeiro jogo, mas o treinador viu que o meia não consegue mais reeditar as boas partidas que ele faz na Roma com a camisa da Holanda.

Após uma das suas maiores lesões no joelho, Strootman não se tornou mais o jogador que o mundo conheceu quando ele vestia a camisa do PSV Eindhoven.

04 – Um Trio alternativo

A sombra de Arjen Robben, Wesley Sneijder e Robin van Persie vivia atormentando a vida de todos aqueles jogadores que vestiam a camisa da Holanda, mas parece que Ronald Koeman encontrou alternativas para fazer com que essa sombra não atormente mais os jovens valores holandeses.

Agora, os três jogadores que dão indícios de assumir a responsabilidade deixada por Robben, Sneijder e Van Persie, são exatamente três zagueiros. Virgil van Dijk se tornou o zagueiro mais caro do mundo. Stefan de Vrij irá se transferi para um dos maiores clubes da Itália e ainda é especulado em clubes como Manchester City e Barcelona. A grande promessa desses três, é o jovem zagueiro do Ajax de apenas 18 anos, Matthijs de Ligt.

Tanto contra a Inglaterra quanto contra Portugal, De Ligt parece não sentir mais o peso da camisa holandesa e foi se firmando ao lado de De Vrij e Van Dijk.

O que mais chamou a atenção foi a participação nas construções das jogadas tanto de De Ligt quanto de Van Dijk. Em um dos dois, De Ligt deu a assistência para o gol de Van Dijk.

05 – Falta um atacante de ponta

“Não temos mais os melhores jogadores, mas podemos ser um time bastante competitivo”, anunciou Koeman quando foi apresentado como novo treinador da Holanda. Ele repetiu esse discurso frequentemente nos últimos dias.

Não precisa ter um elenco extremamente forte, mas é fundamental ter um time dentro de campo forte e organizado o bastante para conquistar os objetivos, basta olhar para 2004, quando a Grécia com um time bastante organizado e forte, conseguiu levantar a taça da Eurocopa.

Mas sabemos que os grandes times, precisam de grandes jogadores para que nas decisões, eles decidam para suas equipes. Se olharmos para Portugal iremos ver Cristiano Ronaldo, a Argentina tem Lionel Messi, a Dinamarca tem Eriksen, o Egito tem Mohamed Salah, País de Gales tem Gareth Bale, mas e a Holanda?

Essa pergunta fica e somente o futuro e o trabalho de Ronald Koeman poderá responder.

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Filament.io 0 Flares ×

Leave a Reply

%d blogueiros gostam disto: